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Knowing Allah
  
  

   

terceiro objeto da pesquisa: o recebimento das delegações cristãs

 

os aspectos da tolerância religiosa se manifestaram, na época do profeta (deus o abençoe e lhe dê paz), no ano das delegações, quando recebeu as delegações cristãs e enviou uma carta ao pontífice de najran.

constance georgio fala sobre a situação dos seguidores das outras religiões no governo islâmico, dizendo:1

“apesar de o islam dominar toda a península no ano 9 da hégira, mohammad não obrigou os judeus e os cristãos a aceitarem a sua religião, porque eram adeptos do livro.” na carta de mohammad a abi al háris, bispo de najran, consta que a situação dos cristãos na península, após o prevalecimento do islam, melhorou muito. a carta diz:

“em nome de deus, o clemente, o misericordioso. de mohammad, o profeta, ao bispo abi al háris, a todos os bispos de najran, monges e sacerdotes. a eles pertencem o que possuem, pouco ou muito, de seus templos, sacerdócios e proteção de deus e de seu profeta. nenhum bispo será transferido de seu episcopado, nenhum monge de seu monastério, nem um sacerdote de seu presbiterado. nenhum de seus direitos ou autoridade será mudado, nem nada que desfrutavam, enquanto forem benéficos a si e aos outros, sem cometerem nenhum tipo de injustiça.”2

 

georgio, comentando a carta, disse:

“essa carta especifica que os cristãos (e da mesma forma os judeus) na península, eram livres para praticar os seus rituais. e jamais os muçulmanos os constrangeram. no ano 9 da hégira, uma delegação de cristãos de najran, encabeçada por abi al háris, o bispo mor e o bispo abdel massih e al aiham, chefe da caravana, chegou a madina. ao se encontrarem com o profeta estavam com suas indumentárias religiosas, vestidos completamente a caráter. depois de visitarem o profeta, pediram-lhe que lhes permitisse cumprir seus rituais. o profeta lhes pediu para fazê-lo na mesquita de madina. eles entraram, orientaram-se à jerusalém e cumpriram seus rituais religiosos lá. sem dúvida, o profeta tinha um respeito especial pelos cristãos, porque o alcorão os cita e os honra. deus, exaltado seja, cita essa questão no seu livro sagrado: “constatarás que os piores inimigos dos crentes, entre os humanos, são os judeus e os idólatras. constatarás que aqueles que estão mais próximos do afeto dos crentes são os que dizem: somos cristãos! porque entre eles há sacerdotes e não se ensoberbecem” (5:82).” no versículo seguinte, diz: “e, ao escutarem o que foi revelado ao mensageiro, tu vês lágrimas a lhes brotarem nos olhos; reconhecem naquilo a verdade, dizendo: ó senhor nosso, cremos! inscreve-nos entre os testemunhadores!” (5:83).3

 

ettiene dinet, comentando o que o profeta (deus o abençoe e lhe dê paz) fez com a delegação de najran, disse:

 

“é fato histórico que o profeta cedeu à delegação cristã de najran metade de sua mesquita, para cumprirem seus rituais religiosos. e nós, o que fazemos? quando vemos os muçulmanos divulgando a sua religião, não se conduzem como os cristãos na sua divulgação. não seguem os métodos estranhos, insuportáveis e sem bom senso. o padre mission, em seu livro “viagem religiosa pelo oriente”, diz: “é triste que os cristãos recebam dos muçulmanos o espírito e as virtudes do bom relacionamento, que são as bases mais sagradas da misericórdia e da benevolência entre povos e nações” 4

 

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1. constance georgio, “nova concepção na biografia do mensageiro de deus”, págs. 371 e 372.

2. ver: mohammad hamidullah, “os documentos políticos”, pág. 179.

3. constance georgio, “nova concepção na biografia do mensageiro de deus”, pág. 372.

4. ettiene dinet: “raios particulares da luz do islam”, págs. 18-19.

 

 




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