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Knowing Allah
  
  

   

quinto objeto da pesquisa: a ciência entre as funções de sua mensagem

 

ettiene dinet disse: “o islam, desde os seus primórdios começou a combater as fábulas e as inovações. é a mesma tarefa que a ciência exerce até os nossos dias.”1

 

conseqüentemente: “as realizações científicas se coadunam, completamente, com os princípios islâmicos, porque o islam é a religião da ciência”2, de acordo com a afirmação de filowiz.3

 

a respeito disso, gustave le bon disse: “o islam é a religião que mais se coaduna com as descobertas científicas.”4

 

dessa forma garoudy5 conheceu o islam. ele disse: “o islam é aquela visão de deus, do mundo e do ser humano que visa, com a ciência, a arte, com cada ser humano e cada sociedade, construir um mundo divino e humano, sem separação, utilizando as duas importantes dimensões, a separação e a união, a sublimação e a nação.”6

 

rom landau explica a relação entre a religião e a ciência no islam, dizendo:

“no islam a religião e a ciência não se deram as costas nem tomaram caminhos contrários. na realidade, cada uma representa a principal razão da outra.”7

 

rom landau explica essa relação, dizendo: “a ciência islâmica não se separa da religião, em absoluto. na realidade, a religião foi a inspiração e a principal força incentivadora. no islam apareceram juntas a filosofia e a ciência, não para substituir a divindade da religião (primária), mas para explicá-la racionalmente, para estabelecer a prova e engrandecê-la. os muçulmanos conseguiram, durante cinco séculos, realizar passos firmes em diversas ciências sem darem as costas à religião. encontraram, nessa fusão, um agente de aceleração e sucesso, não um agente de obstáculo e frustração.”8

então, alcançaram uma posição de destaque nos campos das ciências humanas e naturais. surgiram, então, os muçulmanos da espanha “que presentearam ao ocidente latino suas dádivas psicológicas nos campos da ciência e filosofia. a medicina e a matemática foram motivo de orgulho das ciências árabes e seus consolidados pilares”9, de acordo com as palavras de sir ernest parker (1874-1960).

 

essas ciências, em que se destacaram os muçulmanos em seus períodos áureos, como afirma domillier, é “o elo de ligação e da constância entre a civilização antiga e o nosso mundo.”10

 

aqui, domillier adverte quanto a uma má compreensão, dizendo: “devemos não pensar que os árabes nada acrescentaram de novo à ciência em que estavam encarregados, pelo contrário.”11

 

quanto à mensagem dos muçulmanos a respeito da ciência, ernest banerth12 disse: “eles, os muçulmanos, não destruíram o que encontraram de elementos culturais, mas se preocuparam e se empenharam em digeri-los e desenvolvê-los. vemos, assim, os árabes, abrindo a porta do conhecimento da civilização grega, por intermédio dos tradutores e, seguindo esse caminho, desenvolveu-se a cultura sob o domínio do islam, em árabe, que é um excelente meio para interpretar os pensamentos sublimes, sem rival de qualquer outra língua do mundo. não vejo necessidade de citar os nomes dos filósofos muçulmanos que abriram novos horizontes ao entendimento dos segredos da natureza e da existência. sem dúvida, a civilização islâmica elevou-se na idade média, a uma altura, que outros povos não prestaram atenção. não é segredo que essa elevação foi fruto do empenho em todos os setores da cultura e a aplicação dos meios científicos. quanto ao ocidente europeu, não conseguiu, naquele tempo, entender e desenvolver a cultura. da mesma forma, bizâncio se estagnou. agora vemos como os povos europeus admiraram a cultura árabe que se estendeu dos limites da china e da índia até os bornéus.”13

 

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1. ettiene dinet, “os raios particulares da luz do islam”, pág. 18.

2. essa afirmação é de filowiz. ver arafat kámel achi: “homens e mulheres que adotaram o islam”, 6/61.

3. h.f. filowiz; oficial da marinha britânica. participou das duas grandes guerras. nasceu num lar de anbiente cristão, que o influenciou com as tradições cristãs de forma profunda. apesar disso, deus o orientou para o islam depois de ler o alcorão sagrado e várias obras islâmicas. isso em 1924.

4. gustave le bon: “a civilização árabe”, pág. 126.

5. roger garaudy, o famoso pensador francês e um dos antigos líderes do partido comunista francês. é autor de muitos livros como: “o diálogo das civilizações”, “le grand tournant du socialisme” “a alternativa”, “toute la verite”, “promessas do islam”, além de muitas conferências promovidas em vários países.

6. roger garaudy, “promessas do islam”, pág. 22.

7. rom landau: “o islam e os árabes”, 246.

8. idem, págs. 280-281.

9. ver: sir thomas arnold : “a herança islâmica”, pág. 105.

10. domillier: “a ciência dos árabes”, págs. 10-1.

11. idem, pág. 144.

12. ernest barnes nasceu em laipzig em 1895. doutorou-se em línguas islâmicas pela universidade de viena e foi designado professor de filosofia, história e literatura alemã. entre as suas obras: “o islam hoje e amanhã”, 1985, “o entendimento entre o oriente e o ocidente”, encarregado pelo unesco. tem um estudo a respeito dos filósofos muçulmanos.

13. ernest barnes: “a influência da filosofia islâmica no desenvolvimento do pensamento europeu”, págs. 8-9.

 




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