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Os ensinamentos do Profeta ﷺ na da’wah

Auther : Dr. Ahmad Bin Uthman al-Maziad
22 2022/01/08 2022/01/28

O Profeta ﷺ convidava as pessoas ao caminho de Allah durante o dia e a noite, em segredo e publicamente. Permaneceu em Makkah por três anos, no início da profecia, fazendo o chamado à adoração a Allah em segredo. Mas, logo um versículo foi revelado 

“Difunde o que te tem sido ordenado (publicamente) e não te preocupes com os idólatras”. 

(Qu’ran 15: 94)

O Profeta ﷺ cumpriu a ordem de Allah, swt, sem temor à crítica. Convidou aos jovens e velhos, homens livres e escravos, homens e mulheres a crer em Allah, swt. 

Quando a perseguição e tortura se tornaram insuportáveis para seus companheiros, em Makkah, então ele ﷺ permitiu que emigrassem para a abissínia (Etiópia).

O Profeta ﷺ foi à cidade de Taif esperando encontrar apoio. Convidou os moradores locais a crerem em Allah, mas ninguém o respondeu. Ao contrário, eles o maltrataram, ainda mais que o povo de Makkah e o expulsaram, mandando-o de volta a Makkah, onde entrou sob a proteção de Mut’im Ibn Adii.

Então, continuou a propagação do Islam abertamente por mais dez anos, tomando vantagem nas temporadas anuais e visitando os peregrinos em seus acampamentos. Ele também fez da’wah durante as temporadas de comércio de Okaz, Majinnah e Dhil Majaaz e perguntava por cada tribo e seu acampamento.

Finalmente encontrou seis pessoas da tribo de Khazraj em Aqabah que aceitaram o convite ao Islam. Em seu retorno à cidade de Madinah, foram convidando as pessoas ao Islam e rapidamente o Islam foi propagado, de tal maneira que em qualquer lugar se ouvia sobre a religião.

No ano seguinte, doze pessoas vieram e tomaram o compromisso em Aqabah, comprometendo-se a obedecer, dar apoio financeiro e ordenar o lícito e proibir o ilícito. Também se comprometeram a falar acerca de Allah sem temor da reprovação, além de ajudar e proteger o Profeta ﷺ da mesma forma em que se protegiam a si mesmos, suas esposas e filhos, em troca de receberem a recompensa do Paraíso. Depois disso, retornaram a Madinah, acompanhados por Umm Maktoum, raa e Mus’ab Ibn Umair, raa, para que ensinassem o Qur’an e chamassem as pessoas ao caminho de Allah. Através de sua da’wah muitas pessoas entraram no Islam, entre elas Usaid ibn Hudhair e Sa’d Ibn Mu’adh, raa.

Logo, o Profeta ﷺ permitiu aos muçulmanos que emigrassem à Madinah e eles começaram a fazê-lo. Ele ﷺ e seu companheiro Abu Bakr, raa, foram os últimos muçulmanos de Makkah a emigrarem para Madinah.

O Profeta ﷺ estabeleceu uma irmandade entre os imigrantes (muhajirin) e os auxiliadores de Madinah (ansaar). Eram noventa homens no total. 

Seus ensinamentos sobre a segurança, reconciliação e trato com os emissários

Foi confirmado que o Profeta ﷺ disse: 

“O direito de proteção é o mesmo para todos os muçulmanos; até o mais humilde pode oferecê-lo” .

(Bukhari e Muslim)

Também disse: 

“Quem faz um pacto não deve quebrá-lo até que expire o prazo ou a outra parte o viole primeiro” , 

(Abu Dawud e Tirmidhi)

diz também: 

“Quem der proteção a um homem (não muçulmano que entra para a cidade islamica, em sua custódia), depois o assassina, eu estarei distante do assassino”..

( Ibn Majah)

Quando os emissários de Musailimah se aproximaram dele, o Profeta ﷺ disse: “Se não fosse pela proibição de matar os emissários, eu os teria executado”, estava dentre seus ensinamentos que os emissários não fossem assassinados em hipótese nenhuma.

Não detinha um emissário se ele escolhesse manter sua fé ao invés de aceitar o Islam.

Se alguns de seus inimigos faziam algum pacto com um de seus companheiros sem sua aprovação e este não era prejudicial aos muçulmanos, ele ﷺ aceitava.

O Profeta ﷺ fez uma trégua de paz de dez anos com a tribo Quraish, sob a condição de que os muçulmanos que viessem a eles dos quraishitas fossem devolvidos. Mas, Allah, swt, cancelou esta condição no caso das mulheres e ordenou que quando elas viessem ao Profeta ﷺ que sua fé fosse testada, ao ser confirmada a fé, que não fossem devolvidas. Se uma esposa escolhia retornar e se unir aos incrédulos de Quraish, Allah, swt, ordenava aos muçulmanos dar àqueles cujas esposas haviam desertado o equivalente ao que eles haviam gasto com o dote nupcial. Esta quantia deveria ser exigido dos incrédulos, já que eles (os incrédulos) gozavam do mesmo direito se o caso fosse oposto – uma esposa de um dos incrédulos fugindo para viver dentre os muçulmanos.

O Profeta ﷺ não exigiu dos quraishitas que extraditassem nenhum homem que viesse a eles, nem exigiu que este homem fosse devolvido (ou que retornasse). Entretanto, quando alguns desses homens mataram ou tomaram a propriedade de algum dos descrentes, depois de ter deixado o Profeta ﷺ, não lhes foi garantida a segurança.

O Profeta ﷺ fez um acordo com os judeus de Khaibar logo após derrotá-los, exigiu que eles deixassem aquela região, sendo-lhes permitido levar com eles tudo aquilo que suas montarias conseguissem carregar.

Também chegou a um acordo em relação à terra, com aqueles que ficaram – com a permissão do Profeta ﷺ: ele ﷺ teria a metade da colheita e cada ano uma pessoa era enviada para estimar o que era colhido. 

Seus ensinamentos sobre a da’wah aos governantes e o envio de emissários e cartas

Quando o Profeta ﷺ retornou do pacto de Hudaibiyah, escreveu aos reis mais próximos e enviou mensageiros. Dirigiu-se ao imperador Bizantino com uma carta e um emissário. Este estava inclinado ao Islam e esteve a ponto de declarar sua fé, mas não o fez. 

O Profeta ﷺ enviou uma carta a Najashi (o governante da Abissínia – Etiópia), quem abraçou o Islam secretamente

Seus ensinamentos sobre o trato com os hipócritas

Enviou Abu Mussa al Ashari e Mu’adh Ibn Jabal, raa, para difundir o Islam no Iêmen, onde a população optou pelo Islam pela sua própria vontade.

O Profeta ﷺ aceitou a exteriorização da crença, deixando que Allah, swt, julgue as intenções internas. Ele se opôs aos hipócritas usando argumentações convincentes. Às vezes usava palavras fortes e discursos eloqüentes para chegar às suas consciências. Não ordenou jamais a execução de hipócritas com a finalidade de manter os corações das pessoas em harmonia. Quando era sugerido a morte destes, ele respondia: ‘Não, porque as pessoas dirão que Muhammah mata seus companheiros”.


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