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Justin L. Peyton, ex-cristão, EUA

945 2015/06/15 2021/03/08

Meu nome é Justin Peyton e sou um afroamericano de 29 anos da Filadélfia, Pensilvânia.  Cresci em uma família amoroso de classe média com três irmãos. 

Minha família e eu nos identificávamos como cristãos, mas nunca fomos membros de uma igreja, nem frequentamos serviços religiosos aos domingos ou outras atividades.  A extensão de expressão religiosa em nossa casa era celebrar o Natal.

Entretanto, meus pais estabeleceram limites definidos para boa conduta e caráter que esperavam que aderíssemos.  Dado o estado do casamento e da família na sociedade americana hoje, sou grato a Deus por essa bênção.

Além disso, o interesse de meus pais nas histórias e culturas de outras regiões do mundo criou um ambiente geral de tolerância, respeito e admiração por pessoas cujos costumes e crenças fossem diferentes dos meus.  Esses fatores contribuiriam muito para minha aceitação futura do Islã.

Se tivesse que identificar um único evento como ponto de partida para minha jornada para o Islã, seriam os eventos trágicos de 9 de setembro.  Depois de meses vendo a cobertura muito pouco lisonjeira da mídia sobre o Islã e os muçulmanos, me ocorreu que a retratação negativa sendo pintada não coincidia com as experiências que tinha tido com colegas de turma, vizinhos e demais muçulmanos na Filadélfia. 

Também me ocorreu que apesar de conhecer muçulmanos, nunca tinha de fato me importado de dedicar um tempo para aprender sobre sua fé.

Então, com a mente aberta que meus pais me incutiram, decidi pesquisar alguns fatos sobre o Islã para conciliar a disparidade aparente entre minhas experiências pessoais e a cobertura da mídia.

Estudante universitário na época, o primeiro lugar que fui buscar informação foi na internet e, finalmente, parei em um site em particular que era voltado basicamente para não-muçulmanos.

Durante vários meses progredi de ler artigos introdutórios sobre a crença e práticas básicas dos muçulmanos a peças sobre tópicos mais profundos sobre crença em Deus, Seus profetas, Seus livros, Dia do Juízo e assim por diante, além de ler sobre práticas como oração, jejum, hajj, etc.

O site também tinha artigos sobre o lugar da família, casamento no Islã e também histórias de conversão como essa aqui.   

Decidido a aprender mais, fui a uma livraria local, comprei uma cópia do Alcorão e comecei a ler.  Podia gastar páginas listando quais informações me impactaram mais e por que, mas é suficiente dizer que tudo que li teve sentido intrínseco para mim.

Depois de mais uns poucos meses decidi que ler e aprender sobre o Islã por conta própria não era suficiente e pesquisei para encontrar as mesquitas na vizinhança

Contatei a mesquita mais próxima, que ficava a aproximadamente 72 quilômetros, falei com o presidente e marquei um horário para visitar e discutir o Islã com os muçulmanos de lá.

No dia marcado apareci e passei muito tempo conversando com um irmão muito prestativo.  Não sei por que, mas a informação que ele compartilhou permeou meu coração.

Durante minha segunda visita, no final do verão de 2002, me dei conta de que acreditava que o Islã era a verdade e na hora fiz meu testemunho de fé. Passei todo o final de semana na mesquita, aprendendo o que era necessário para realizar as orações rituais por conta própria, quando voltasse para a escola.

Aquela comunidade era maravilhosa e se tivesse ficado na vizinhança, estou certo de que teria recebido muito apoio ao me ajustar à minha vida como novo muçulmano.  Mas não era para ser.

Antes dos eventos de 9 de setembro, tinha me interessado pela vida militar e continuei discussões com recrutadores locais das forças armadas em paralelo com a exploração do Islã que levaria à minha conversão.

Dentro de dois meses de aceitar o Islã, também assinei os papeis para me juntar aos fuzileiros e naquele inverno, depois da graduação, parti para o campo de treinamento.

Olhando para aquela parte de minha vida, sou grato pelas habilidades que ganhei e experiências que tive durante o curso de meu serviço militar.  Mas em retrospecto, o tempo entre esses dois eventos foi menor que o ideal.

Descobri que a natureza da vida militar não me ajudava a encontrar meu rumo nessa religião, como novo muçulmano.  Por exemplo, o ritmo e cronograma do treinamento inicial tornava extremamente difícil, se não impossível, para mim cumprir princípios básicos como fazer as orações no horário prescrito ou jejuar no Ramadã.

Mesmo depois de deixar o treinamento, fiquei em uma área dos EUA sem nenhuma comunidade muçulmana, o que me impediu de desenvolver minha fé.  Só depois de três anos de meu serviço militar encontrei outro muçulmano praticante que seria capaz de me ensinar o Islã e a como navegar em minha vida militar como muçulmano.  Que Deus o recompense por seus esforços.

Depois de completar meu serviço militar no verão de 2007, me mudei para a Filadélfia, tornei-me um membro ativo da mesquita local e fui abençoado com a habilidade de conseguir um emprego na sede local do CAIR (Conselho sobre Relações Americanas e Islâmicas), uma organização de direitos civis e advocacia sem fins lucrativos para muçulmanos.

Os dois anos que passei como parte da comunidade muçulmana da Filadélfia e empregado do CAIR foi uma experiência de aprendizado tremenda que realmente impulsionou meu desenvolvimento e abriu meu apetite por mais.

E isso me leva a onde estou agora, um estudante de capelania islâmica no Hartford Seminary em Connecticut, cursando os mestrados combinados de Artes em Estudos Islâmicos, relações cristão-muçulmanas e certificado de graduação em capelania islâmica.

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