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O Alcorão

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1765 2013/02/06 2022/12/08

O Alcorão é o registo final, infalível, directo e completo das palavras exactas de Deus, transmitidas pelo Anjo Gabriel[1] e firmemente implantadas no coração do último dos Seus Profetas e Mensageiros, Muhammad (r). Foram muitos os companheiros de Muhammad (r) que aprenderam e memorizaram o Alcorão, transmitindo-o de geração em geração, até chegar a nós, primeiro, por via oral e, depois, escrita.

Os livros que precederam o Alcorão, transmitidos pelos Profetas e Mensageiros (u) de Deus, foram também enviados por Este. Ao revelar o Alcorão, a mensagem de Deus foi restaurada e clarificada. O Alcorão é único em várias maneiras. Deus, o Guardião, preservou perfeitamente o Alcorão da corrupção, assegurando que esta o não atingisse até ao fim dos tempos. Este Livro é tido, não apenas pelos Muçulmanos, mas também pelos historiadores da religião, como o mais autêntico de entre os textos religiosos de todas as religiões[2]. Nenhum dos outros livros revelados chegou até nós na sua forma ou língua originais. A alguns deles, como é o caso dos pergaminhos revelados à Abraão (u), nem sequer tivemos acesso. Ao longo dos tempos, partes das outras Escrituras foram reescritas e, outras, eliminadas, distorcendo a mensagem original.

Deus não permitiu que esta contaminação atingisse o Alcorão, visto este tratar-se do Seu Último Livro, destinado a toda a Humanidade, até ao Dia do Juízo Final. Nenhum outro Profeta ou Mensageiro será enviado. Se Deus não tivesse protegido o Alcorão, este nunca teria chegado até nós na sua forma original. Por este motivo, Deus não confiou aos seres humanos a preservação do Alcorão[3].

Visto Deus ter continuado a enviar uma sucessão de Profetas e Mensageiros, a preservação divina das primeiras Escrituras não foi tão importante. A lei contida nessas Escrituras mais antigas não se encontrava ainda na sua forma final. Por ordem de Deus, Jesus (u) introduziu modificações nessa lei. Exemplo dessas modificações, é o facto de ter tornado legítimas algumas coisas antes consideradas proibidas, sem introduzir qualquer alteração no conceito fundamental de monoteísmo.

Uma outra qualidade única do Alcorão é o facto deste ser um milagre impressionante em si e por si mesmo. Milagre é um fenómeno que vai contra a ordem natural das coisas e manifesta claramente a intervenção de Deus, o Todo-Poderoso.

Todos os Profetas e Mensageiros foram portadores de milagres de Deus, os quais evidenciavam claramente a veracidade das suas Profecias. Abraão (u) sobreviveu sem mácula, ao facto de ter sido atirado a um fogo ardente. Moisés (a.s) ergueu o seu bastão, e as águas do mar dividiram-se, por misericórdia de Deus. Jesus (u), filho de Maria, tocava nos mortos e em doentes terminais, e trazia-os de volta à vida, completamente saudáveis, com a  permissão de Deus. Todos estes milagres revelavam a legitimidade e validade dos Profetas e Mensageiros, mas estes milagres apenas foram testemunhados pelas pessoas que então se encontravam presentes.

Embora a Profecia de Muhammad (r) fosse igualmente confirmada por vários acontecimentos milagrosos, de todos eles, o mais importante é, de longe, o Glorioso Alcorão. Deus intima todos aqueles que duvidam da autenticidade do Alcorão, a apresentarem um único capítulo similar aos deste Livro. (Há que realçar que o mais pequeno dos capítulos do Alcorão é composto por apenas três versículos). Isto nunca foi feito por nenhum ser humano, embora, ao longo da História, muitas tenham sido as pessoas que pretenderam desacreditar o Alcorão e erradicar o Islão. O desafio lançado por Deus permanece em aberto até ao Dia do Juízo Final. Um dos milagres do Alcorão é o facto deste ser o auge da literatura por excelência. Realmente, este encontra-se escrito na mais eloquente prosa Árabe alguma vez vista. O seu estilo não tem igual no idioma Árabe, trata-se de um estilo inimitável. O Alcorão destina-se a todos os povos, e encontra-se-nos disponível na língua Árabe original e actual, a qual é ainda extremamente falada em vários países do Mundo, por milhões de pessoas. Os textos originais de muitas outras religiões perderam-se ao longo dos tempos, e encontram-se, actualmente, escritos em idiomas que não são mais comummente falados.

Nem uma única palavra do Alcorão é da autoria de Muhammad (r). Todas as palavras que o compõem provêem de Deus. Na verdade, Muhammad (r) não sabia ler nem escrever. O Profeta (r) recitava o Alcorão exactamente como este lhe era revelado pelo Anjo Gabriel (u), enquanto que os seus Companheiros, obedecendo a instruções suas, o escreviam e memorizavam. O Alcorão é o discurso directo de Deus. Consequentemente, o Alcorão é o Único Livro de que dispomos actualmente da autoria unicamente de Deus. Não existem outras versões do Alcorão. Não obstante o facto de existirem muitas traduções do Alcorão, nem de perto estas são tão magníficas e lindas como o texto Árabe original. Apresenta-se, a seguir, um simples exemplo, composto pelo significado dado na tradução Portuguesa a um versículo do capítulo 112:

“Em nome de Deus, o Beneficente, o Misericordioso. Dizei: Ele é Deus, o Único e Verdadeiro; Deus, o Eterno, o Absoluto; Ele não foi gerado nem gerou; e não existe outro a Ele comparável.”




[1]  No Islão ensina-se que “o espírito santo” é o Anjo Gabriel, o qual, em hipótese alguma, deverá ser adorado. (Acreditar na Santíssima Trindade viola, claramente, o ponto fulcral da fé Islâmica – o monoteísmo).

[2] Ver Joseph van Ess, “Muhammad e o Alcorão: Profecia e Revelação”, em “Cristianismo e as Religiões Mundiais: Caminhos para o Diálogo com o Islão, Hinduísmo e Budismo”, editado por Hans Kung (Garden City, NY: Doubleday & Co., 1986); e Michael Sells, “Uma abordagem ao Alcorão: as Primeiras Revelações”,  (Ashland, OR: White Cloud Press, 1999).

[3] O Alcorão consiste em 114 capítulos, e é um único livro, ao contrário das várias versões Bíblicas actuais. Os Cristãos Protestantes contam com 66 livros, e os Cristão Católicos Romanos com 72, isto sem referir os que existem em outras versões, e que contabilizam muito mais. 

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