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Profecias Bíblicas de Muhammad (parte 2 de 4): Profecias de Muhammad do Velho Testamento

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1835 2013/11/23 2022/10/03

 

2. O Profeta Esperado será de seus Irmãos entre os Judeus

 

O verso em discussão é explícito ao dizer que o profeta virá de entre os Irmãos dos judeus.   Abraão tinha dois filhos: Ismael e Isaque.  Os judeus são os descendentes do filho de Isaque, Jacó.  Os árabes são os filhos de Ismael.  Portanto, os árabes são os irmãos da nação judaica.[3] A Bíblia afirma:

 

‘E ele (Ismael) habitará fronteiro a todos os seus irmãos.’  (Gênesis 16:12)

 

‘E ele (Ismael) morreu fronteiro a todos os seus irmãos.’  (Gênesis 25:18)

 

Os filhos de Isaque são os irmãos dos ismaelitas.  Da mesma forma, Muhammad é de entre os irmãos dos israelitas, porque ele era um descendente de Ismael, o filho de Abraão.

 

3.  Deus Colocará Suas Palavras na Boca do Profeta Esperado

 

O Alcorão diz sobre Muhammad:

 

“Nem ele fala a partir de seu próprio desejo: aquilo [que ele transmite a vós] não é senão uma inspiração [divina] com a qual ele está sendo inspirado." (Alcorão 53:3-4)

 

Isso é muito semelhante ao verso em Gênesis 18:15:

 

“Eu (Deus) lhes suscitarei do meio de seus irmãos um profeta semelhante a ti (Moisés), e porei minhas palavras em sua boca; e ele lhes falará tudo que eu lhe ordenar.” (Gênesis 18:18)

 

O Profeta Muhammad veio com uma mensagem para o mundo todo, inclusive para os judeus.  Todos, incluindo os judeus, devem aceitar a sua missão profética, e isso é apoiado pelas seguintes palavras:

 

“O SENHOR teu Deus te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás.” (Deuteronômio 18:15)

4. Um Alerta aos Rejeitadores

 

A profecia continua:

 

Deuteronômio 18:19   “De todo aquele que ouvir minhas palavras, que ele dirá em meu nome, disso lhe pedirei contas.” (em algumas traduções: “Eu serei o Vingador”).

 

Muito interessantemente, os muçulmanos começam cada capítulo do Alcorão em nome de Deus ao dizer:

 

Bismillah ir-Rahman ir-Raheem

 

“Em Nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso."

 

Abaixo estão os relatos de alguns eruditos que acreditaram que essa profecia se adequa a Muhammad.

 

A Primeira Testemunha

 

Abdul-Ahad Dawud, o ex-reverendo David Benjamin Keldani, um sacerdote católico romano da denominação caldeana (leia sua biografia aqui).  Após aceitar o Islã, ele escreveu o livro, ‘Muhammad na Bíblia.’  Ele escreve sobre essa profecia:


 

“Se essas palavras não se aplicam a Muhammad, elas ainda estão por serem cumpridas.  O próprio Jesus nunca alegou ser o profeta mencionado.  Até mesmo seus discípulos eram da mesma opinião: eles esperavam pela segunda vinda de Jesus para o cumprimento da profecia (Atos 3: 17-24). Até agora é indiscutível que a primeira vinda de Jesus não foi o advento do Profeta semelhante a ti e seu segundo advento dificilmente satisfaz essas palavras.  Jesus, como é acreditado por sua Igreja, aparecerá como um Juiz e não como um legislador; mas o prometido tem de vir com uma “lei ardente” em sua mão direita.”[4]

 

A Segunda Testemunha

 

Muhammad Asad nasceu Leopold Weiss em julho de 1900 na cidade de Lvov, agora na Polônia, então parte do Império Austríaco.  Ele foi o descendente de uma longa linhagem de rabinos, uma linhagem interrompida por seu pai, que se tornou um advogado.  O próprio Asad recebeu uma educação religiosa detalhada que o qualificaria a manter viva a tradição rabínica da família.  Ele se tornou proficiente em hebraico ainda muito jovem e também estava familiarizado com o aramaico.  Ele tinha estudado o Velho Testamento no original assim como o texto e comentários do Talmude, a Mishná e a Gemará, e se aprofundou nas complexidades da exegese bíblica, o Targum.[5]

 

Comentando sobre o versículo do Alcorão:

 

“e não confundais o verdadeiro com o falso, e não oculteis a verdade enquanto sabeis.” Alcorão 2:42)

 

Muhammad Asad escreve:

 

“Por ‘confundir o verdadeiro com o falso’ entenda-se a corrupção do texto bíblico, do qual o Alcorão freqüentemente acusa os judeus (e que já foi estabelecido por criticismo textual objetivo), enquanto que a ‘supressão da verdade’ se refere à sua desconsideração ou interpretação deliberadamente falsa das palavras de Moisés na passagem bíblica, 'O Senhor teu Deus suscitará do meio de ti um profeta, dos teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás' (Deuteronômio 18:15), e as palavras atribuídas ao próprio Deus, ‘Eu suscitarei um profeta dentre teus irmãos, semelhante a ti, e colocarei as minhas palavras em sua boca’ (Deuteronômio 18:18). Os ‘irmãos’ dos filhos de Israel obviamente são os árabes, e particularmente o musta’ribah (‘arabizado) grupo entre eles, que traça a sua descendência a partir de Ismael e Abraão: e uma vez que esse é o grupo ao qual a tribo do próprio profeta, os Coraixitas, pertencia, as passagens bíblicas acima devem ser consideradas como se referindo ao seu advento.” [6]


 ___________________

Footnotes:

 

1  “Ele (Jesus) veio para os seus, mas os seus não o aceitaram” (João 1:11).

 

[2] João 18:36.

 

[3] ‘Muhammad: His Life Based on the Earliest Sources’ (Muhammad: Sua Vida Baseada nas Fontes Mais Antigas’) de Martin Lings, p. 1-7.

 

[4] p. 156

 

[5] ‘Berlin to Makkah: Muhammad Asad’s Journey into Islam’ (‘De Berlim a Meca: A Jornada de Muhammad Asad ao Islã’) de Ismail Ibrahim Nawwab na edição de Janeiro/Fevereiro de 2002 da Saudi Aramco Magazine.

 

[6] Muhammad Asad, ‘The Message of The Quran’ (‘A Mensagem do Alcorão’) (Gibraltar: Dar al-Andalus, 1984), p. 10-11.

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