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O que Dizem sobre o Alcorão (parte 1 de 2)

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1554 2013/12/24 2022/09/25

A humanidade recebeu a orientação divina somente através de dois canais: primeiramente a palavra de Deus e, depois, os profetas que foram escolhidos por Deus para transmitir Sua vontade aos seres humanos.   Essas duas coisas sempre andaram juntas e tentativas de conhecer a vontade de Deus negligenciando uma delas têm sido enganosas.  Os hindus negligenciaram seus profetas e dedicaram toda sua atenção aos livros que eram quebra-cabeças que foram, por fim, perdidos.  Da mesma forma os cristãos, em total desconsideração com o Livro de Deus, dedicaram toda a importância a Cristo e não apenas o elevaram a divindade, mas também perderam a verdadeira essência do Tauhid (monoteísmo) contido na Bíblia. 


De fato, as principais escrituras reveladas antes do Alcorão, ou seja, o Velho Testamento e o Evangelho, vieram em forma de livro muito depois da época dos profetas e também suas traduções.  Isso porque os seguidores de Moisés e Jesus não fizeram esforço considerável para preservar essas revelações durante a vida de seus profetas.  Ao contrário, foram escritos muito após suas mortes.  Assim, o que temos agora na forma da Bíblia (o Velho e também o Novo Testamento) é uma tradução de relatos individuais das revelações originais que contêm adições e deleções feitas pelos seguidores dos ditos profetas.  Diferentemente, último Livro revelado, o Alcorão, ainda permanece em sua forma pura.  O próprio Deus garantiu sua preservação e o Alcorão inteiro foi escrito durante a vida do profeta Muhammad, que Deus o louve, em partes separadas de folhas de palmeira, pergaminhos, ossos, etc.  Além disso, havia mais de 100.000 companheiros que memorizaram o Alcorão inteiro ou partes dele. O próprio profeta costumava recitá-lo para o anjo Gabriel uma vez por ano e recitou-o duas vezes no ano em que morreu.  O primeiro califa Abu Bakr confiou a coletânea de todo o Alcorão em um volume ao escriba do profeta, Zaid Ibn Thabit.  Esse volume ficou com Abu Bakr até sua morte.  Então com o segundo califa Umar e depois dele com Hafsa, a esposa do profeta.  Foi desse original que o terceiro califa Uthman preparou várias outras cópias e enviou-as para diferentes territórios muçulmanos. 


O Alcorão foi tão meticulosamente preservado porque é o Livro da Orientação para a humanidade até o fim dos tempos. É por isso que não se dirige somente aos árabes, em cuja língua foi revelado.  Fala ao homem como um ser humano:


"Ó humanos, o que vos iludiu em relação ao seu Senhor, o Generoso?"


A praticabilidade dos ensinamentos corânicos é estabelecida pelos exemplos do profeta Muhammad e dos bons muçulmanos através dos tempos.  A abordagem diferente do Alcorão é que suas instruções têm como objetivo o bem estar geral do homem e são baseadas nas possibilidades dentro de seu alcance.  Em todas as suas dimensões a sabedoria corânica é conclusiva.  Não condena ou tortura a carne e não negligencia a alma.  Não humaniza Deus e não deifica o homem.  Tudo é cuidadosamente colocado no lugar em que pertence.


Na verdade os estudiosos que alegam que Muhammad foi o autor do Alcorão alegam algo que é humanamente impossível.  Alguma pessoa do século seis E.C poderia afirmar as verdades científicas contidas no Alcorão?  Descrever a evolução do embrião dentro do útero tão precisamente como encontramos na ciência moderna?

Segundo, é lógico acreditar que Muhammad, que até a idade de 40 anos foi marcado somente por sua honestidade e integridade, repentinamente iniciasse a autoria de um livro incomparável em mérito literário e o equivalente do que toda a legião de poetas e oradores árabes do mais alto calibre não pode produzir?  Por fim, é lógico que Muhammad, que era conhecido como Al-Ameen (o confiável) em sua sociedade e que continua a ser admirado por estudiosos não muçulmanos por sua honestidade e integridade, apresentasse uma falsa reivindicação e fosse capaz de treinar milhares de homens, que eram homens de integridade para estabelecer a melhor sociedade humana na terra?

Certamente, qualquer pesquisador sincero e imparcial da verdade viria a acreditar que o Alcorão é o Livro de Deus revelado.

Sem necessariamente concordar com tudo que disseram, apresentamos aqui algumas opiniões de importantes estudiosos não muçulmanos sobre o Alcorão.  Os leitores podem facilmente ver como o mundo moderno está se aproximando da realidade em relação ao Alcorão.  Apelamos a todos os estudiosos de mente aberta a estudarem o Alcorão à luz dos pontos mencionados.  Temos certeza de que qualquer tentativa convencerá o leitor de que o Alcorão nunca poderia ter sido escrito por um ser humano.


Goethe, citado no Dictionary of Islam (Dicionário do Islã) de T.P Hughes, pág. 526:

"Embora frequentemente nos voltemos para o Alcorão a princípio com desagrado, ele logo nos atrai e surpreende e, no fim, força nossa reverência... Seu estilo, em conformidade com seu conteúdo e objetivo é severo, grande, terrível - e sempre verdadeiramente sublime - Assim esse livro continuará exercendo a mais potente influência através dos tempos."

 

Maurice Bucaille, The Quran and Modern Science (O Alcorão e a Ciência Moderna), 19812, p. 18:

"Um exame totalmente objetivo do Alcorão à luz do conhecimento moderno, leva-nos a reconhecer a concordância entre os dois, como já foi observado em repetidas ocasiões. Faz-nos considerar impensável que um homem da época de Muhammad tenha sido o autor de tais afirmações com base no nível de conhecimento em sua época. Tais considerações são parte do que concede à revelação corânica seu lugar único e força o cientista imparcial a admitir sua incapacidade de fornecer uma explicação que apele somente ao raciocínio materialista."

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